Não o sei, nem sou escritor, compositor
Poeta, literário ou afins
Não vejo as letras pela caneta, quando escrevo é
de lápis
As palavras não as oiço, não as falo, Mas
Sinto-as e vejo como se de mim fizessem parte
As palavras tem para mim valor intrínseco,
Não basta só escreve-las, há que praticare-las
O que importa saber escrever humildade
Se depois não a sei aplicar
O “mau”, definimo-lo sem problemas, vimo-lo todos
os dias
Na televisão, no autocarro, nas ruas e, o bem? Onde
estás.
Não acrediteis? Pois olhai os políticos, os homens
de negócios,
Quando foi? O último que o bem fez a uma criança,
um pobre mendigo.
Pois sabeis que se escondem por detrás da escrita
e se disfarçam de belas palavras.
Somos tão estúpidos que agora, para um bom entendedor,
já nem meia palavra BASTA.
Aí! Que triste aqui viver, neste mundo de
hipócritas e falsos.
A qual o valor dos homens foi escondido,
enterrado e morto.
Ser-se boa pessoa não basta, não conta e
não entra em currículos.
Podes ser podre, vigarista e sem
escrúpulos;
Mas se sabes escrever, és qualificado.
Ora porra! Para está sociedade doentia,
Quando viste um honesto ser político ou
falado,
Depois de morto talvez, alguém dirá, “era
tão boa pessoa”.
Não deis sentidos as minhas palavras, sou
mais um tolo, como tantos outros.
Incapacitado de escrever belos textos, mas
capacitado de outras qualidades
Que para este mundo
Nada me serve.
Por Luis Filipe
Por Luis Filipe
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